Olá, me identifiquei demais com as palavras da Professora de Filosofia da USP Marilena Chauí, que afirmou: “O livro é um mundo porque cria mundos ou porque deseja subverter este nosso mundo”.
A literatura nos prepara para a realidade, através dela nos identificamos com personagens, aprendemos sobre assuntos alheios ao nosso cotidiano, vivemos realidades singulares, conhecemos povos antigos. Precisamos estimular e desenvolver em nosso aluno o desejo de “comer e beber” a literatura, descobrindo esse novo “mundo” e essa é uma viagem que só faz bem.
No dia a dia da sala de aula o que mais utilizamos é a linguagem, tanto falada quanto escrita. Percebo que apesar de ser muito utilizada, existe uma grande dificuldade na escrita e na interpretação derivada da ausência da leitura como hábito. Acho muito importante respeitar a cultura e a linguagem falada do aluno, interagir com ele, mais nunca esquecer de corrigir a escrita e incentivar a desenvolver a linguagem culta. Cobrar atenção ao desenvolverem reflexões, resenhas, redações ou até mesmo respostas a questionários,também é importante, pois é no dia a dia que aprendemos, observando os pequenos detalhes.
Como disse anteriormente nossos alunos não tem o hábito de leitura, e podemos ajudar sugerindo livros sobre diversos assuntos. Na época em que me formei no ensino médio não havia lido nem dez livros, hoje nós temos alunos no 3º ano do colegial que leram apenas 03 livros, vão saber ler e interpretar como assim? Aprendi a gostar de ler e criei esse hábito a partir do momento em que entrei na faculdade e comecei a ler livros para as provas aos quais o assunto me interessavam muito. Antes lia por obrigação alguns clássicos da literatura por causa do vestibular. Não me recordo mais quantos livros já li, e acho que leio pouco ainda. Temos que sugerir vários temas pois quando o aluno se encantar, se envolver naquilo que lê, irá descobrir um novo mudo e terá prazer na leitura.
Educador, escritor e teólogo Rubem Alves que disse: “o escritor transubstancia” – sua carne e seu sangue em palavras e diz a seus leitores: “Leiam! Comam! Bebam! Isso é a minha carne. Isso é o meu sangue”.
Profª Josy F. V. M. Sousa